sábado, 22 de maio de 2010

Pêra ou maça

Vivo um momento diferente e, não sei bem, o que fazer! Me sinto confusa, como se estivesse cega. Alguém que não enxerga a figura diante do nariz. 

Sinto medo entre o certo e o errado, escolher o errado. Isso se existir o errado! De deixar que os preconceitos falem mais alto e, eu, não permita experimenta o diferente e inusitado.

Eu sabia que a praga pegaria. Que o que esperava não aconteceria. Que mais cedo ou mais tarde tudo vinha a tona e a decisão seria inevitável. 

É sempre assim! Agente espera pêra e vem maça.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Diferenças

Já amei e odiei, quanto eu esperei e congitei quanto senti saudade, vontade, necessidade...tantas coisas juntas e separadas, interligadas, entrelaçadas e soltas.

Quanto já imaginei e aconteceu e tantas outras que ainda imagino, persevero e espero.

Estive pensando na capacidade da autenticidade do ser humano. De como ser franco em algumas situações e camuflados em outras. Da capacidade de ser "eu" e, outras, em momentos distintos.

Passar por situações inusitadas, constrangedoras e desejadas. De viver a cada dia, um dia de cada vez e experimentar "eu's" diferentes. De ser contra sobre algo. De dizer nunca e o nunca acontecer. 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lágrimas

Hoje com lágrimas nos olhos, resistindo para não cair, imploro para mim mesma; "esqueça a tristeza e viva! Viva como se fosse o último dia, como se fosse acordar amanhã em outro universo, diferente desta realidade e não fosse conviver mais com quem ama e experimentar o gozo de viver!". Mas quando menos espero, elas voltam, querendo cair e, resisto mais uma vez, penso em coisas boas, como no dia do meu aniversário de 18 anos; "foi uma surpresa, minha mãe reuniu meus melhores amigos e fizeram uma homenagem linda pra mim, chorei muito nesse dia, mas de alegria e, nunca me esqueço daquele momento". Mas não tem jeito, quando o silêncio avança as lágrimas reaparecem então, percebi que só sou eu, na minha nostalgia incomum, minha melancolia mensal e, quando eu menos perceber, o dia vai embora levando consigo esse sentimento natural. 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

dias bons e ruins

Já perceberam que a vida é muito mais simples do que agente pensa, que nós é quem complicamos e não aceitamos a realidade? Vivemos em função de complicá-la, de alcançar o inalcançável, de viver um mundo irreal. E as vezes eu também sou assim e, outras, consigo colocar o pé no chão e frear algumas atitudes e decisões. Mas em muitos momentos vivo num mundo cor de rosa ou cinza, depende do dia. Hoje mesmo, não tive um bom dia mais tive uma boa notícia e isso me fez ver, que as vezes nos fechamos por coisas insignificantes, mas fazer o que se somos assim, não apreenderemos nunca e mesmo assim, continuaremos a viver.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

tempestade

Eu nunca vi tantos raios e trovões tão intensos numa única noite. Um espetáculo da natureza que causa medo, sentimento de inferioridade em vivenciar a grandeza de Deus ou o poder da natureza, como você queira enxergar e, ter uma única certeza, "como é bom estar em casa quando essas coisas acontecem, parece que não existe lugar melhor no mundo se não debaixo do teto e afeto familiar". 

O céu parece que despencará em cima de nossas cabeças a qualquer momento. A rapidez dos raios intimida, parece que vou ser atingida só porque coloquei a cabeça pra fora da janela, o vento parece gritar ao ouvido atento a todos os barulhos assustadores.

Particularmente aprendi a admirar esses momentos. Me texto. Avalio meu medo, coragem, determinação, vontade e aprendendo que depois da tempestade sempre vem a bonança.   

quarta-feira, 31 de março de 2010

Eis que surge as camisinhas!

Estava eu, no ofício de minha profissão, em pleno domingo de chuva e sol, convidativo ao bom banho de praia, ou mesmo, ao velho sofá assistindo aquele filme tão desejado, não! Eu estava na igreja cobrindo a celebração do Domingo de Ramos. 

Entre cantos e orações, no meio do corredor, onde todos me olhavam com a minha velha pochete verde, que não chama nada a atenção, decidi abri-la, talvez para pegar uma caneta ou conferir o celular. Em meio a conferência eis que caiu ,de minha discreta pochete, um pacote de caminha! Isso mesmo. Três lindos preservativo. 

Imaginem o meu constrangimento! Um domingo de ramos, a igreja repleta de fiéis, senhoras orantes - esqueci de mencionar um pequeno detalhe, todas me conhecem! - E eu lá com um pacote de caminhas na mão. Meu Deus, eu faltei morrer! Mas imediatamente recolhi o pacote, que muito será útil, recoloquei na minha pochete e segui o meu caminho. 

O que muitos não sabem é que essas caminhas eu ganhei durante o trabalho árduo da Lavagem de Arembepe e que eu nem lambrava da sua existência, mas fazer o que né, parece história pra boi dormir. Se eu contar ninguém vai acreditar mesmo!

domingo, 28 de março de 2010

Xongas - No farol

Estou numa fase meia sem inspiração e para não deixar a página desse blog desatualizada, postarei uma crônica do livro que atualmente estou lendo. Eu recomendo: Freire Ricardo - Tre best of Xongas / Ricardo Freire  - São Paulo: Mandarim, 2001.
Indicação da jornalista Anami Brito

10 de Maio, 2000

- Bem vindo ao Esmola's Drive -Thru.
- Como?
- Bem vindo ao Esmola's Drive -Thru.
- Peraí, até ontem isso aqui era um farol.
- Era, mas agora é mais uma franquia do Esmola's Drive -Thru. Com concessão da prefeitura e tudo, ó. Parte da renda é revertida para a Associação Municipal dos Bi-Rodais.
- Bi...rodais?
- Pessoal que anda em cadeiras de rodas. Politicamente correto, sacomé. Agora, por favor, peça pelo número.
- Hã?
- Peça pelo número. Não tá vendo o menu ali no painel ao lado do semáforo?
- Ah...
- Eu ajudo. Número 1, abordagem seca, rápida, objetiva w fim de papo - 1 real. Mas esse não dá mais porque o senhor ficou aí embaçando.
- Sei.
- Número 2, abordagem piedosa com criança no colo e uso das palavras 'tio' ou 'tia' - 50 centavos.
- Criança branca ou preta?
- A que estiver deiponível no momento. Número 3, abordagem infantil com caixa de Mentex à mão - trerreal para carro importado, dorreal para carro nacional do ano, 1 real para 'outros'. Grátis, três Mentex.
- Gratis?
- Gratis. Número 4, abordagem longa, pegajosa, com tentativa de contato físico, uso ostensivo das palavras 'tio' ou 'tia' e recusa do cliente em colaborar, seguida de um pequeno e quase imperceptível risco na lateral do carro. Nesse caso o senhor tem 50 por cento de desconto na nossa oficina de pintura na região da Nova Faria Lima. É um ótimo negócio.
- Sei.
- Enquanto o senhor pensa, deixa eu começar a atender o cliente aqui ao lado... Bem vindo ao Esmola's Drive -Thru. Sua parada é muito importante para nós. Por favor, aguarde que logo será atentido...pronto. voltei. E aí?
- Aceita tíquete?
- Vale-esmola, Ticket-Farol, Visa e MasterCard. O senhor também pode comprar um carnê com 20 números 1, ou então tudo sortido. Decidiu?
- Ih, abriu o sinal.
- Como assim?
- Abriu o sinal. Fica pra próxima.
- Ei, pera lá. Ladrão! Saiu sem pagar! POLÍCIA! POLÍCIA! POLÍCIA! Saco. É por isso que esse país não vai pra frente. Bando de desonestos!