quarta-feira, 13 de abril de 2011

13 de Abril, dia do Beijo

Queria mudar o conceito que tenho sobre o beijo! Entrar na onda do ficar e beijar um, dois ou três..., numa noite, numa mesma semana, sei lá. Sem sequer trocar uma única palavra. Beijar por achar bonito, por ter química ou por simplesmente querer beijar uma boca bonita, carnuda e interessante.

Beijo significa mais do que troca de saliva e viradas para direita e esquerda, ele é a permissão que ofereço ao outro para conhecer a intimidade. O beijo é revelador, sedutor! Nele descobrimos o que o corpo alheio em questão esconde e é capaz de fazer em quatro paredes.

Por essas e tantas outras questões, não permito vulgarizar o beijo. Quem nunca beijou alguém e, só com ele, teceu o diagnostico completo do parceiro? “Hum ele tem o beijo tão gostoso, fui às nuvens”. “Que beijo delicioso me levou ao delírio”! “Se o beijo fez isso imagine o resto”, ou as frases: “Nunca mais beijo aquela boca”. “Que beijo inocente! Não sabe nada coitado”.

O beijo é a janela que abre as portas do coração, da construção da relação. É ele que vai definir a continuidade de um casal. O beijo bem conduzido seduz, envolve, faz nascer o interesse, o tesão e o amor!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dias melancólicos chegaram


Disfarço! Mais impossível não transparecer. É nestes dias que a cabeça gira, pensa, e esconde a solidão. Como num jardim sem flor, onde o brilho do sol não tem sentido, onde o orvalho desmente o real sentido de ser. É foda! Tento não viver esses sentimentos, mais aprendi que não somos inteiramente felizes 24 horas por dia, 7 dias da semana e, muito menos, 365 dias ao ano.

Tem dias que simplesmente é assim, mesmo fazendo coisas iguais, estando com pessoas que amamos, as coisas tem sentidos diferentes. Às vezes não queria sentir essas coisas, mas vejo que se não sentisse não seria eu mesma, então acho que é melhor assim, ser eu mesma melancólica de sempre

quinta-feira, 17 de março de 2011

Mudanças

Para cumprir minhas metas ao logo dos anos, foi descobrindo atalhos.
Para desfrutar do amor me permiti ser amada.

Para enganar a dor, sofri calada, menti para mim mesma. E chorei para passar!

Às vezes acho que sou mansa, às vezes me coloco em condição e me torno uma verdadeira rebelde, feroz e traiçoeira.

De tempos em tempos, percebo que mudei! Vesti aquela blusa azul que tanto amava, de repente perde a graça.

E, como é bom perceber que as mudanças acontecem.










quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais uma vez

Estava precisando de um tempo pra mim, pra pensar, refletir, dormi, descansar e escrever minhas bobagens. Hoje parei para assisti novela, comer chocolate, ri e chorar de mim mesma.

Percebi nesta pausa do meu cotidiano, depois de alguns dias intensos de trabalho que senti mais uma vez a falta dele, e isso é péssimo! Tinha a plena convicção que o tinha esquecido.
Foi tudo tão rápido e nem tão intenso, mais aquele infeliz tem algumas características em que admiro. E o amor bate mais uma vez uma na porta errada. O pior é que a cada decepção me tranco ao sentimento mais puro da humanidade o amor. A cada dia me torno mais fria e calculista e ai vai dando tudo errado.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Você pra sempre!


Nunca me intitulei fã de cicrano ou beltrano, sempre ouvi um pouco de tudo e selecionei para o meu repertório algumas músicas de minha preferência. Só dei por mim que gostava de ouvi Sandy e Junior quando a Sandy lançou seu CD solo e, eu, logo corri para comprar o meu, antes que faltasse no mercado. Enfim, descobri que curto som da Sandy e essa música me lembrou um momento em que estou vivendo, momento muito particular, como diz meu amigo Rud, momentos de melancólia.

Eu só quero estar no teu pensamento
dentro dos teus sonhos
e do teu olhar.

Tenho que te amar
só no meu silêncio
num só pedacinho de mim.

Eu daria tudo pra tocar você
tudo pra te amar uma vez.

Já me conformei
vivo de imaginação
só não posso mais esconder

Que eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúmes de quem pode amar você
quem pode ter você pra sempre

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Namorado

Texto de Carlos Drumond de Andrade

"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana,na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. "

sábado, 15 de janeiro de 2011

A vida é um pé de manga

Como dizem as más línguas 'a vida é um pé de manga, ou de mangaba, paraba'... sei lá uma coisa dessas. Só sei que é assim. Trocar o sim pelo não, o verso pela razão e viver com a certeza de que tudo pode acontece, inclusive o imprevisto.

Negar? Nunca! O termo já está escrito e nada vai mudar. Afinal para quê mudar, se isso não significa nada. Tudo continuará como era antes, sem chão, sem paz, com o não.

Apenas acredito que a felicidade bate a porta, uma ou duas vezes. Se cansar ela vai embora e demora a voltar.